terça-feira, fevereiro 08, 2011

Faroeste Caboclo terá Adaptação Cinematográfica


A música "Faroeste Caboclo" composta por Renato Russo do grupo Legião Urbana terá a adaptação cinematográfica. A notícia não é nova, mas tomou grandes proporções hoje por ser divulgado o elenco principal, e por estar no trending topic mundial do twitter.

O filme vai contar a história de João de Santo Cristo, um traficante que sai do Nordeste e se muda para Brasília, lá ele se apaixona por Maria Lúcia.

O elenco conta com Fabrício Boliveira (João de Santo Cristo), Ísis Valverde (Maria Lúcia) e Felipe Abib (Jeremias). A direção é de René Sampaio com produção da Gávea Filmes, coprodução da Globo Filmes e distribuição da Europa Filmes.

O filme tem orçamento na casa dos R$ 5 milhões e começará a ser rodado em março na cidade de Brasília. O longa também terá cenas em Salvador.

A música foi composta em 1979, mas só foi lançada oficialmente em 1987 no álbum “Que País É Este”, a letra tem 159 versos e 9 minutos de canção.

Já está disponível no site oficial (http://www.faroestecaboclo.com.br/2011/02/01/faroeste-caboclo-ganha-as-telas-do-cinema/) um concurso onde o prêmio é participar do longa-metragem. Para isso basta preparar um vídeo de até 30 segundos, no qual convence Maria Lúcia a não abandonar a festa. Os seis melhores irão a júri popular no site, com o ganhador indo a Brasília, com tudo pago.


Faroeste Caboclo
Composição: Renato Russo


Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu

Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da cercania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu

Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar

Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidão

Comia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de médico, aos doze era professor.
Aos quinze, foi mandado pro o reformatório
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror.

Não entendia como a vida funcionava
Discriminação por causa da sua classe e sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador.

E lá chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas João foi lhe salvar

Dizia ele: "Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há
Tô precisando visitar a minha filha
Eu fico aqui e você vai no meu lugar"

E João aceitou sua proposta
E num ônibus entrou no Planalto Central
Ele ficou bestificado com a cidade
Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal

"Meu Deus, mas que cidade linda,
No Ano-Novo eu começo a trabalhar"
Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro
Ganhava cem mil por mês em Taguatinga

Na sexta-feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavô

Um peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de lá
Seu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começar

E o Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar

Mas ele não queria mais conversa
E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E sem ser crucificado, a plantação foi começar.

Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade:
"Tem bagulho bom ai!"
E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali.

Fez amigos, frequentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar
Mas de repente
Sob uma má influência dos boyzinho da cidade
Começou a roubar.

Já no primeiro roubo ele dançou
E pro inferno ele foi pela primeira vez
Violência e estupro do seu corpo
"Vocês vão ver, eu vou pegar vocês"

Agora o Santo Cristo era bandido
Destemido e temido no Distrito Federal
Não tinha nenhum medo de polícia
Capitão ou traficante, playboy ou general

Foi quando conheceu uma menina
E de todos os seus pecados ele se arrependeu
Maria Lúcia era uma menina linda
E o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeu

Ele dizia que queria se casar
E carpinteiro ele voltou a ser
"Maria Lúcia pra sempre vou te amar
E um filho com você eu quero ter"

O tempo passa e um dia vem na porta
Um senhor de alta classe com dinheiro na mão
E ele faz uma proposta indecorosa
E diz que espera uma resposta, uma resposta do João

"Não boto bomba em banca de jornal
Nem em colégio de criança isso eu não faço não
E não protejo general de dez estrelas
Que fica atrás da mesa com o cu na mão

E é melhor senhor sair da minha casa
Nunca brinque com um Peixes de ascendente Escorpião"
Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse:
"Você perdeu sua vida, meu irmão"

"Você perdeu a sua vida meu irmão
Você perdeu a sua vida meu irmão
Essas palavras vão entrar no coração
Eu vou sofrer as consequências como um cão"

Não é que o Santo Cristo estava certo
Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar
Se embebedou e no meio da bebedeira
Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugar

Falou com Pablo que queria um parceiro
E também tinha dinheiro e queria se armar
Pablo trazia o contrabando da Bolívia
E Santo Cristo revendia em Planaltina

Mas acontece que um tal de Jeremias,
Traficante de renome, apareceu por lá
Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo
E decidiu que, com João ele ia acabar

Mas Pablo trouxe uma Winchester-22
E Santo Cristo já sabia atirar
E decidiu usar a arma só depois
Que Jeremias começasse a brigar

Jeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente mas não sabia rezar

E Santo Cristo há muito não ia pra casa
E a saudade começou a apertar
"Eu vou me embora, eu vou ver Maria Lúcia
Já tá em tempo de a gente se casar"

Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fez

Santo Cristo era só ódio por dentro
E então o Jeremias pra um duelo ele chamou
Amanhã às duas horas na Ceilândia
Em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou

E você pode escolher as suas armas
Que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor
E mato também Maria Lúcia
Aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor

E o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão

No sábado então, às duas horas,
Todo o povo sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas
E acertou o Santo Cristo, começou a sorrir

Sentindo o sangue na garganta,
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo ali

E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
"Se a via-crucis virou circo, estou aqui"

E nisso o sol cegou seus olhos
E então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester-22
A arma que seu primo Pablo lhe deu

"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é
E não atiro pelas costas não
Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha
Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão"

E Santo Cristo com a Winchester-22
Deu cinco tiros no bandido traidor
Maria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetor

E o povo declarava que João de Santo Cristo
Era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade
Não acreditou na história que eles viram na TV

E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz…

Sofrer…

Rock in Rio 1985


No dia 11 de Janeiro de 1985 teve início o maior projeto de música e entretenimento do mundo. Foram 10 dias, 90 horas de uma grande maratona musical. Pelo palco de 5.600 metros quadrados passaram 14 estrelas internacionais e 14 artistas nacionais.

Para o público brasileiro a grande alegria era finalmente poder assistir no seu país aos espectáculos de algumas das maiores estrelas do rock mundial: Queen, Ozzy Osborne, Rod Stewart, AC/DC, Nina Hagen, entre outros. Para os artistas brasileiros o Rock in Rio foi a oportunidade de conquistar reconhecimento e mais sucesso, uma espécie de ponto de viragem das suas carreiras. Ali surgiram talentos como o Barão Vermelho, Kid Abelha e os Paralamas do Sucesso.


A geografia de uma Cidade com 1.380 mil habitantes Construir uma cidade num terreno de 250 mil m2, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, não era tarefa fácil. Para nivelar o terreno foram necessários 77 mil camiões de terra. Essa matemática de números estratosféricos foi, aliás, a marca registrada do Rock in Rio I. O palco – o maior do mundo, com 5 mil metros quadrados – tinha 80 metros de boca de palco e 3 palcos móveis. Dentro da Cidade do Rock foram criados dois centros hospitalares, dois enormes restaurantes de fast food, dois beer garden, dois shopping centers com 50 lojas e dois heliportos… são apenas alguns exemplos da grandeza do evento.


Para a época, a iluminação, idealizada por Peter Gasper, trazia para a Cidade do Rock a última palavra em tecnologia de espectáculos. Todo o sistema criado por Gasper funcionava ligado a dois computadores, o que resultou num fantástico movimento de luzes e cores. E isto há vinte e cinco anos! Havia energia suficiente para iluminar uma cidade de 180 mil habitantes. Aliás, foi no Rock in Rio I que, pela primeira vez num espectáculo de rock, a plateia foi iluminada. Foi um sucesso!


A matemática dos números do Rock in Rio Os parceiros que colocaram as suas marcas na Cidade do Rock tiveram um retorno extraordinário – de visibilidade e de vendas.

Durante os dez dias do evento foram consumidos: 1.600.000 Litros de bebidas em 4 milhões de copos. 900.000 Sanduíches. 7.500 Quilos de massa. 500.000 Fatias de pizza. 800 Quilos de gel para cabelo.


O Mc Donald's vendeu – num só dia – 58 mil hambúrgueres e entrou para o Guiness Book of Records. Este ainda é o seu recorde de vendas até hoje.

Artistas Internacionais: AC-DC, All Jarreau, B’52, George Benson, Go Go’s, Iron Maiden, James Taylor, Nina Hagen, Ozzy Osbourne, Queen, Rod Stewart, Scorpions, White Snake e Yes

Artistas Brasileiros: Alceu Valença, Barão Vermelho, Blitz, Elba Ramalho, Erasmo Carlos, Gilberto Gil, Ivan Lins, Kid Abelha, Lulu Santos, Moraes Moreira, Ney Matogrosso, Paralamas do Sucesso, Pepeu Gomes e Rita Lee.

Rock in Rio 2011


Os fãs de música terão de preparar os bolsos antes do previsto. A venda dos ingressos para a quarta edição (brasileira) do ''Rock in Rio'' foi antecipada de julho para 7 de maio, no site (www.rockinrio.com.br) e em pontos de venda que ainda deverão ser anunciados. No ano passado, quando foi anunciada a realização da nova edição, foram vendidas, em 21 dias, cerca de 100 mil unidades do ''Rock in Rio Card'', que garante antecipadamente lugar em qualquer um dos dias de festival.

Na época, a maioria das atrações ainda não havia sido anunciada e, na dúvida, muita gente preferiu não antecipar a compra. Agora, com boa parte dos nomes internacionais confirmada, a expectativa é de que as entradas se esgotem ainda mais rápido. Os preços para cada um dos seis dias de festival (de 23 de setembro a 2 de outubro) variam de R$ 95 (meia-entrada) a R$ 190. A capacidade do Parque Olímpico Cidade do Rock, onde a maratona musical será realizada, é de 100 mil pessoas por dia.

SHOWS
A exemplo dos outros anos de festival (1985, 1991 e 2001), a salada de gêneros será a marca do ''Rock in Rio 2011''. Entre as atrações já certas, estão o pop de novatas como as norte-americans Katy Perry e Rihanna (ambas pela primeira vez no País) e o veterano inglês Elton John.

Já o ritmo que batiza o evento está representado em suas inúmeras vertentes. Do piano-rock do Coldplay, passando pelo pop rock do Snow Patrol até o peso (e experiência) do Motörhead e Metallica, por exemplo.

Outros roqueiros confirmados são Red Hot Chili Peppers, Slipknot, Stone Sour e Coheed and Cambria. Entre os brasileiros, também mix de gêneros: Claudia Leitte, Sepultura e Skank, entre outros

Ozzy Osbourne no Brasil


O "Príncipe das Trevas", Ozzy Osbourne volta ao Brasil para uma série de shows por cinco cidades do país. Os shows fazem parte da turnê de divulgação do último álbum do artista, Scream (Epic Records) e seu último single "Live Won't Wait". As datas do Brasil fazem parte da turnê mundial de 18 meses para as quais Ozzy vem recebendo as críticas mais positivas de sua carreira, com shows já realizados na Inglaterra, Rússia, Itália, França, Dinamarca, Suécia, Grécia, Finlândia, Noruega, Alemanha, Romênia, Hungria e EUA.

SHOWS
Porto Alegre (RS)
Local: Ginásio do Gigantinho
R. Padre Cacique, 891 - Praia de Belas
Data: Quarta-feira, 30 de março de 2011
Horário Show: 21h

São Paulo (SP)
Local: Arena Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209, Anhembi Parque - Santana
Data: Sábado, 02 de abril de 2011
Horário do show: 21h30

Brasília (DF)
Local: Ginásio de Esportes Nilson Nelson
Setor SRPN - Asa Norte
Data: Terça-feira, 05 de abril de 2011
Horário Show: 21h30

Rio de Janeiro (RJ)
Local: Citibank Hall
Av. Ayrton Senna, 3000 - Shopping Via Parque - Barra da Tijuca
Data: Quinta-feira, 07 de abril de 2011
Horário do show: 21h30

Belo Horizonte (MG)
Local: Ginásio do Mineirinho
Av. Antônio Abraão Caram, Nº 1001, Bairro da Pampulha
Data: Sábado, 09 de abril de 2011
Horário Show: 21h30

Ingressos no site: http://premier.ticketsforfun.com.br/shows/show.aspx?sh=OZZYUMB10

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

The 14 Hour Technicolor Dream - A Primeira Rave da História


Em 29 de abril de 1967, em Londres, um festival de 14 horas reuniu performances psicodélicas de poetas e artistas como Pink Floyd, Yoko Ono, Arthur Brown e Pretty Things, no que hoje é considerada como a primeira rave da história.


O DVD "A Technicolor Dream" mostra com detalhes o movimento underground que durante os anos 60 teve seu ápice no "The 14 Hour Technicolor Dream", um acontecimento musical no Alexandra Palace, em 29 de abril de 1967. A história inicia-se nas marchas do CND (Campanha para o Desarmamento Nuclear) no ínicio dos anos 60, a fundação da London Free School e a partir daí, o International Times, o UFO Club e o Nothing Hill Carnival. Entrevistas inéditas com Roger Water e Nick Mason, do Pink Floyd, John "Hoppy Hopkins", Joe Boyd, Kevin Ayers, Barry Miles, Phil May do "Pretty Things", e muito mais. O fascinante programa acontece em um contexto musical com a música do Pink Floyd com Syd Barret, e do Pretty Things.


O Submarino (www.submarino.com.br) está vendendo esse DVD por apenas R 14,90. Imperdível!

O Peso - Mais uma Banda Setentista Esquecida


O Peso foi um grupo de rock brasileiro, formado na cidade do Rio de Janeiro, nos anos 70.

Em 1972, os Cearenses Luiz Carlos Porto(Vocalista) e seu parceiro Antônio Fernando foram, do Ceará, para o Rio de Janeiro. Com a música "O Pente", a dupla participou da sétima edição do Festival Internacional da Canção. Após o evento, a dupla se dissolveu, e Luís Carlos manteve contatos com diversos músicos da cidade. Dois anos depois, quando retornou ao Rio, o vocalista fundou o grupo O Peso, junto com Gabriel O'Meara (guitarra), Constant Papineau (piano), Carlos Scart (baixo) e Carlos Graça (bateria).

Em 1975, a banda assinou contrato com a gravadora Polydor e lançou o LP "Em busca do tempo perdido", no qual mesclava elementos do blues e do rock. No mesmo ano, o grupo lançou o compacto "Sou Louco por Você/Me Chama de Amor", pela mesma gravadora.

No final dos anos 70, o grupo encerrou as atividades. Em 1984, com a revitalização do rock no Brasil, o grupo retornou às atividades, apenas com Luiz Carlos da formação original. Nesse período, o grupo apenas fez shows tocando seu antigo repertório e não lançou novos discos.

domingo, fevereiro 06, 2011

Monterey Pop Festival - O Primeiro Grande Festival de Rock da História


O Festival de Música Pop Internacional de Monterey aconteceu de 16 a 18 de junho de 1967 na Monterey County Fairgrounds em Monterey, Califórnia. Foi organizado pelos produtores Loud Adler e Alan Pariser, o músico John Phillips (do The Mamas & the Papas) e o publicitário Derek Taylor; entre os membros da comissão do festival estavam integrantes dos Beatles e dos Beach Boys.

Os artistas se apresentaram de graça, com toda a renda sendo doada à instituições de caridade. Mais de 200,000 pessoas compareceram ao festival, que é considerado como o começo do "Verão do Amor" dos hippies.

Monterey foi a primeira apresentação nos EUA de Jimi Hendrix (que foi agendado devido à insistência de Paul McCartney) e do The Who, sendo também a estréia para a grande público de Janis Joplin e Otis Redding (que morreria tragicamente alguns meses depois).

Muitos executivos de gravadoras estavam na platéia, e a maioria das bandas ganharam contratos de gravação depois de suas apresentações no festival. Outros grupos também foram notados por sua não-aparição -- os Beach Boys não puderam comparecer devido à problemas com a recusa do vocalista Carl Wilson de se registrar no festival, e o músico britânico Donovan teve seu visto recusado por ter sido pego com drogas em 1966.

Monterey foi o primeiro grande festival de rock do mundo, e tornou-se modelo para futuros festivais, principalmente Woodstock.

O festival também foi tema de um aclamado documentário por D. A. Pennebaker, intitulado Monterey Pop.


Artistas que se apresentaram em Monterey

Sexta-feira, 16 de junho

The Association
The Paupers
Lou Rawls
Beverly
Johnny Rivers
Eric Burdon & The Animals
Simon and Garfunkel

Sábado, 17 de junho

Canned Heat
Big Brother and the Holding Company
Country Joe and the Fish
Al Kooper
The Electric Flag
Quicksilver Messenger Service
Steve Miller Band
The Electric Flag
Moby Grape
Hugh Masekela
The Byrds
Laura Nyro
Jefferson Airplane
Booker T. & the MG's
Otis Redding

Domingo, 18 de junho

Ravi Shankar
The Blues Project
Big Brother and the Holding Company
The Group With No Name
Buffalo Springfield
The Who
The Jimi Hendrix Experience
Grateful Dead
Scott McKenzie
The Mamas & The Papas

Copa Libertadores da América - A História da Competição


A Copa Libertadores da América ou Taça Libertadores da América, cujo nome oficial atual é Copa Santander Libertadores por motivos de patrocínio, é a principal competição de futebol entre clubes profissionais da América do Sul, organizada pela CONMEBOL - Confederação Sul-Americana de Futebol. Desde 1998, quando começou a ser patrocinada pela montadora japonesa Toyota, aceita também a participação de clubes do México. A partir de 2008, o patrocinador oficial da competição passou a ser o espanhol Grupo Santander. O nome do torneio é uma homenagem aos principais líderes da independência das nações da América do Sul: José Artigas, Simón Bolívar, Dom Pedro I, José de San Martín, Antonio José de Sucre e Bernardo O'Higgins. É uma das competições entre clubes mais prestigiosas no esporte juntamente com a Liga dos Campeões da Europa.

Da primeira edição em 1960 até 2004, o campeão da Libertadores enfrentava o campeão da Liga dos Campeões da Europa em uma ou duas partidas, no que se chamava de Mundial Interclubes, Copa Intercontinental ou ainda Copa Europeia/Sul-Americana. Somente a partir de 2005, o campeão da Libertadores passou a disputar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA (FIFA Club World Cup), competição criada em 2000 e que reúne os campeões de todos os continentes.

Em março de 2009, a CONMEBOL anunciou a criação de um torneio continental feminino, com a participação de 10 clubes sendo um de cada país associado. A primeira Copa Libertadores Feminina foi realizada no Brasil e classificou uma equipe para o também inédito Mundial de Clubes Feminino da FIFA. A equipe brasileira do Santos sagrou-se campeã.

A forma de classificação para a competição é geralmente baseada nos resultados dos campeonatos nacionais dos países do continente, assim como a Liga dos Campeões da UEFA, na Europa. Mas há confederações que se utilizam de torneios próprios, independentes dos campeonatos nacionais propriamente ditos, para definir pelo menos algumas vagas como a Copa do Brasil, no Brasil, desde 1989, a Liguilla Pré-Libertadores, no Uruguai, desde 1974, e a InterLiga no México a partir de 2004.

A Libertadores tem uma primeira fase na qual um número de clubes, atualmente 12, são emparelhados em uma série de "mata-matas". Os seis sobreviventes juntam-se aos clubes restantes na segunda fase, na qual são divididos em grupos de quatro. Os times dos grupos da segunda fase jogam entre si em turno e returno. Os dois melhores de cada grupo classificam-se para a fase eliminatória, na qual o time com a melhor campanha enfrenta o pior segundo colocado, o 2º melhor joga contra o penúltimo dos segundos colocados, e assim por diante. A disputa acontece então em um novo sistema "mata-mata", assim como as quartas-de-final, semifinais e a final. Entre 1960 e 1987 os campeões da edição anterior não entravam na competição até a fase semifinal, tornando muito mais fácil a retenção do título. A partir de 1988 o campeão da edição anterior passou a entrar na terceira fase. Apenas a partir da edição de 2000, o campeão do ano anterior passou a disputar desde a fase de grupos, precisando obter vaga para a fase eliminatória, como os demais participantes.

Em seus primeiros anos, apenas os campeões nacionais das principais nações participavam, mas os vice-campeões foram permitidos na década de 1970. A competição acabou aumentada para 21, 32, 36 e agora conta com 38 clubes.

A partir de 2010 o campeão da Copa Sul-Americana passar a ter uma vaga na Libertadores do ano seguinte, ocupando uma das vagas previamente estabelecidas para cada confederação (5 para Brasil e Argentina e 3 para as demais confederações).

HISTÓRIA
Em 5 de março de 1959, acontece em Buenos Aires, sede da 26ª Copa América, o 30º Congresso Ordinário da CONMEBOL. Reunidos no salão principal da Asociación del Fútbol Argentino (AFA), os dirigentes sul-americanos deram sinal positivo ao projeto de um "Campeonato de Campeões", apresentado por Chile e Brasil. Foi o ponto de partida para o nascimento da Copa Libertadores da América. No ano seguinte, em 1960, foi disputada a primeira edição, na qual se consagrou campeão o Club Atlético Peñarol, do Uruguai. O Brasil fora representado pelo Esporte Clube Bahia, campeão da Taça Brasil de 1959, torneio que credenciava tal vaga no país.

A ideia tinha um antecedente: em 1948, o Colo-Colo chileno, através do dirigente Róbinson Marín, organizou com sucesso um torneio de campeões da América, o Campeonato Sul-Americano de Clubes, em que participaram os coroados de cada país de 1947: o clube local, Vasco da Gama (Brasil, que viria a se tornar campeão), River Plate (Argentina), Nacional (Uruguai), Emelec (Equador), Deportivo Municipal (Peru) e Litoral (Bolívia).

Os primeiros confrontos internacionais entre clubes na América do Sul haviam ocorrido no Rio da Prata no início do século XX. Argentinos e uruguaios iniciaram no ano de 1900 a disputa da Copa Competência, entre os clubes de ambas nações. Em 1905 começa a Copa de Honor Cusenier e em 1916 se põe em jogo a Copa Aldao, sendo o Nacional de Montevidéu o primeiro ganhador, ao vencer o Racing Club.

No Congresso da CONMEBOL de 1958 no Rio de Janeiro, começou-se a trabalhar no projeto de um torneio entre os campeões sul-americanos, similar ao que desde 1955 se disputava na Europa. Inclusive a própria UEFA apoiou a instauração de uma competição entre clubes na América do Sul, com a intenção de enfrentar anualmente aos vencedores de ambas confederações (a Copa Intercontinental).

Finalmente o projeto da Copa Libertadores foi apresentado à CONMEBOL, sendo aprovado no Congresso. A moção recebeu o apoio da ampla maioria, com o voto contrário do Uruguai, e foi aprovada. Essa foi a última obra de governo do brasileiro José Ramos de Freitas como presidente da CONMEBOL, que após esse ato cedeu seu cargo ao novo presidente eleito, o uruguaio Fermín Sorhueta.

Com o início dado em Buenos Aires, ainda restavam definir inúmeras questões de organização, redigir um regulamento e nomear o torneio. Após outras várias reuniões se decidiu que participariam os campeões de cada país e que, diante da negativa do campeão em participar, o vice-campeão o substituiria. Também decidiram realizar a primeira edição somente se quatro equipes confirmassem sua participação. E finalmente resolveu-se dar à competição o nome de "Libertadores da América", em homenagem aos heróis independentistas da América do Sul.

Em 19 de abril de 1960 jogou-se a primeira partida da história: Peñarol 7 a 1 contra o Jorge Wilstermann.

Posteriormente, em 1964, a iniciativa do diretor do Peñarol, Washington Cataldi, se aprovou que participassem da Copa os vice-campeões de cada país, com o qual o número se elevou para 20 competidores.

Até 2008, 22 equipes diferentes já conquistaram a taça. O clube mais bem sucedido no torneio é o argentino Independiente, incluindo quatro títulos seguidos em sete vezes de 1972 a 1975.

Ao longo dos anos, a concorrência tem mantido viva uma rivalidade entre os países concorrentes, especialmente entre o Brasil e a Argentina, Uruguai e Argentina, Uruguai e Brasil, Colômbia e Argentina, Peru e Chile. Episódios de violência não são raros e a pressão para os jogadores em campo é enorme.

O Estudiantes de La Plata, da Argentina, se tornou o primeiro clube a vencer a taça em três anos consecutivos, em 1968, 1969 e 1970. Desde então, só o Independiente conseguiu superar esta marca.

De 1998 até 2007, a Copa Libertadores da América foi patrocinada pela Toyota Motor Corporation, sendo seu nome oficial durante esse período Copa Toyota Libertadores. A partir de 2008, a Copa passou a ser chamada de Copa Santander Libertadores, em função do patrocínio do banco espanhol Santander.

CAMPEÕES
1960 - Peñarol
1961 - Peñarol
1962 - Santos
1963 - Santos
1964 - Independiente
1965 - Independiente
1966 - Peñarol
1967 - Racing
1968 - Estudiantes
1969 - Estudiantes
1970 - Estudiantes
1971 - Nacional
1972 - Independiente
1973 - Independiente
1974 - Independiente
1975 - Independiente
1976 - Cruzeiro
1977 - Boca Juniors
1978 - Boca Juniors
1979 - Olímpia
1980 - Nacional
1981 - Flamengo
1982 - Peñarol
1983 - Grêmio
1984 - Independiente
1985 - Argentinos Juniors
1986 - River Plate
1987 - Peñarol
1988 - Nacional
1989 - Nacional
1990 - Olímpia
1991 - Colo-Colo
1992 - São Paulo
1993 - São Paulo
1994 - Vélez Sarsfield
1995 - Grêmio
1996 - River Plate
1997 - Cruzeiro
1998 - Vasco
1999 - Palmeiras
2000 - Boca Juniors
2001 - Boca Juniors
2002 - Olímpia
2003 - Boca Juniors
2004 - Once Caldas
2005 - São Paulo
2006 - Internacional
2007 - Boca Juniors
2008 - LDU
2009 - Estudiantes
2010 - Internacional

sábado, fevereiro 05, 2011

Chickenfoot - O Bom e Velho Rock and Roll


O Chickenfoot surgiu de reuniões entre Sammy Hagar, Michael Anthony e Chad Smith no clube do primeiro, Cabo Wabo Cantina, localizado no México. Nessas reuniões, somente por diversão, os já renomados músicos notaram que havia uma certa química entre eles. Segundo Hagar, as pessoas o perguntavam se eles sairiam em turnê, ou gravariam um disco e o vocalista respondia que se tivessem que fazer isso, teriam que chamar um grande guitarrista, e é a partir desse momento que Joe Satriani entra na história da nova banda.


A princípio, o nome Chickenfoot seria algo provisório, porém Hagar e os outros membros decidiram mantê-lo por acreditarem que mesmo mudando todos continuariam a se referir a eles pelo nome antigo. Após Joe aceitar o convite, a banda passou a trabalhar em seu álbum homônimo, que foi lançado meses depois em 5 de junho de 2009, com onze faixas.

Os quatro membros do Chickenfoot, somados, já venderam dezenas de milhões de discos e se apresentaram em milhares de shows ao longo dos anos.

A banda fez uma série de apresentações pequenas nos EUA antes de voar à Europa em turnê.

O álbum de estreia do Chickenfoot, homônimo, lançado no início de junho, estreou como número 4 na parada pop americana e número 1 na parada de música independente. Conservou sua posição na parada pop na semana seguinte, caindo para 7º na semana mais recente.

DVD
Gravado no Dodge Theater, em Phoenix (EUA), com 16 câmeras em um cenário repleto de luzes (repare) e dirigido por Daniel E. Catullo III (Rush, Creed Godsmack, Smashing Pumpkins), os três shows esgotados da banda renderam ótimos momentos.

Ao vivo, as estrelas do rock colocam mais adrenalina nas canções do disco de estreia do Chickenfoot, como Avenida Revolution, Soap on a Rope, Sexy Little Thing e Learnin' To Fall.

Para desespero dos fãs, os rapazes não tocam nada do Van Halen, do Red Hot Chili Peppers ou Joe Satriani (carreira solo). Aparece apenas a ótima Bad Motor Scooter, do Montrose, primeiro grupo de Sammy Hagar, nos anos 70. Destaque para o final apoteótico, com a quebradeira geral da bateria na cover de My Generation, do The Who. Altamente recomendável.

Terreno Baldio - Uma Lenda do Rock Progressivo Nacional


Considerado por muitos como o Gentle Giant brasileiro, o Terreno Baldio é um dos mais importantes grupos nacionais no estilo. Formado no início dos anos 70, o grupo estréia em 1975 com "Terreno Baldio", que sai pela gravadora Pirata em tiragem de 3000 cópias. As fitas-master do álbum desapareceriam nesta mesma época impedindo novas prensagens. O grupo lançaria ainda mais um álbum, "Além das lendas...", antes de debandar, em 1978. Interessante o fato do tema do LP ter sido uma imposição da gravadora para fechar o contrato. A formação era ligeiramente diferente, com Ayres Braga (ex-Joelho de Porco) no lugar de Ascenção.


O Terreno voltaria a se reunir em 1993 para regravar o primeiro LP, dessa vez em inglês, para um (re)lançamento pela Progressive Rock Worldwide (com direito a faixas-extras). Ou seja, trata-se, na verdade, de um terceiro disco do grupo. A formação do Terreno "versão 93" é Kurk, Mello e Lazzarini (integrantes da formação original).


Depois de quase duas décadas de seu lançamento original, em 1976, e após um processo de produção de praticamente dois anos (entre pesquisa, design de encarte e masterização), a gravadora niteroiense Rock Symphony e o grupo paulista Terreno Baldio relançam o primeiro disco, que ainda era inédito em CD. O som foi remasterizado na Itália pelo produtor original dos dois LPs da banda (Cesare Benvenuti), possui encarte de 16 páginas colorido com extensa biografia da banda, entrevistas exclusivas, fotos inéditas e até mesmo um encarte extra em inglês, para o mercado externo.

DISCOGRAFIA:
TERRENO BALDIO

Ano de Lançamento : 1976
Gravadora : Pirata Gravações Musicais
Produção : Cesare Benvenuti / Arnaldo Sacomani
Estúdio: Pirata
Eng. de Som : Alan Kraus
Musicos: Roberto Lazzarini, Mozart Mello,
Joaquim Correa, João Ascenção e João Kurk ( Fusa ).

CD masterizado lançado em 2003 pela Rock Symphony

ALÉM DAS LENDAS BRASILEIRAS

Ano de Lançamento : 1977
Gravadora : Continental/Warner Music
Produção : Cesare Benvenuti
Estúdio: Vice-Versa
Eng. de Som : Renato Viola
Mixagem : Marcus Vinicius/Renato Viola
Musicos: Roberto Lazzarini, Mozart Mello,
Joaquim Correa, Rodolfo Ayres e João Kurk ( Fusa ).
PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS :
Nelson Gerab (Violino),Fábio Gasparini (Cello) e
Claudio Bernardes (Baixo-acústico)
Letras compostas por Orlando Beghelli Filho, exceto
Passaredo ( Chico Buarque de Holanda e Francis Hime)

TERRENO BALDIO Versão em inglês

Ano de Lançamento : 1993
Gravadora : Progressive Rock Worldwide
Produção : Terreno Baldio
Estúdio : Guidom
Eng. de Som : Ezekias Aureliano
Mixagem : Terreno Baldio
Musicos: Roberto Lazzarini, Mozart Mello,
João Kurk ( Fusa ).

Musicos convidados: Renato Muniz, Ricardo Brasa e Cassio Polleto.


Hoje Lazzarini trabalha como produtor, tendo gravado o disco Hips of Tradition de Tom Zé e arranjado músicas para nomes como Sá & Guarabira, Moreira da Silva e Tim Maia.

Mozart Mello (tocou com João Bosco, Marco Pereira, Zimbo Trio, Kiko Loureiro, Trio D'Alma com André Geraissati e Ulisses Rocha, etc) é um dos mais consagrados auto-didatas brasileiros e sem dúvida um dos maiores guitarristas de nossa história.

Rodolfo Ayres tocou com Joelho de Porco, The Jet Black's,Tony Dodd & Southbound e com Rex-Rox to name a few.

Joquim Corrêa dividiu estúdios e palcos com nomes consagrados tais como: Made in Brazil, Ronnie Von e Pete Dunaway.

João Kurk participou do Egydio Conde (ex-Moto Perpétuo e Som Nosso). Atualmente ele atua em projetos como "Rockover" e "DuoByrd" em Sampa.


REFERÊNCIAS:
http://www.rockprogressivo.com.br
http://www.terrenobaldio.com.br/
http://www.overmundo.com.br/

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Som Nosso de Cada Dia - Rock Nacional de Qualidade


Formado em 1970 com o nome Cabala, o brasileiro Som Nosso de Cada Dia lança um primeiro mítico álbum quatro anos depois, na mesma época dos inesquecíveis shows de abertura que fez para a turnê brasileira do Alice Cooper (um total de cinco shows, no Rio e em São Paulo, com cerca de 140 mil pessoas).

Gravado em 1973, "Snegs" é um marco no progressivo nacional, apesar da produção pobre que prejudica a sonoridade das composições.
Todas as músicas do álbum SNEGS são excelentes, mas “Sinal da Paranóia”, “Bicho do Mato”, “Massavilha” e “Dirección de Aquarius” merecem ser citadas com maior destaque.
Considerado por muitos como o mais fantástico disco de Rock Progressivo nacional, é um item absolutamente obrigatório na coleção de qualquer fã do gênero.

Por diversas razões, mesmo com o sucesso anterior, várias mudanças de formação ocorreram (Manito saiu e vários outros foram entrando e saindo) e somente três anos depois lançaram novo disco. Infleizmente, a época já era outra e o movimento “Disco Music” assolava o mundo. Foram então obrigados a gravar músicas que se adequassem a nova realidade. Mesmo assim, tiveram uma grande idéia, que possibilitou a inclusão de músicas do estilo Progressivo sem afetar a qualidade do álbum e sem incomodar aos fãs de estilos tão diversos.
Era lançado então o álbum “Som Nosso”, onde o Lado 1 recebeu o nome de “Sábado” e o Lado 2 de “Domingo”. O “Sábado” com sonoridade Funk, apropriada para “Os Embalos de Sábado a Noite” e o “Domingo” com músicas belamente Progressivas, perfeitas para o relaxamento e sossego de um “domingão”.
A idéia foi brilhante e o disco razoavelmente bem sucedido, mas, por diversas razões, a banda acabou se desfazendo. Como último suspiro, lançaram apenas mais um compacto, mas este teve a grata realização de o título de uma de suas músicas ter inspirado o nome de uma nova banda: a BANDA BLACK-RIO, famosa e histórica banda carioca de Funk instrumental.

P.S.: Importantíssimo ressaltar que este tipo de Funk setentista NADA, absolutamente NADA tem a ver com o “funk” existente hoje no Brasil…

Em junho de 1993 o trio original se reúne para gravar uma faixa inédita (“O Guarani”), editada como bônus no relançamento em CD do “Snegs”. Em 94 reuniram-se para 2 novos shows, que resultaram no CD “Live 94″.
As perspectivas eram excelentes, pois ambos os CDs (editados pela gravadora “Progressive Rock Worldwide”) foram bem recebidos e a imediata e positiva conseqüência foi um convite para apresentações no Japão, em um Festival de Rock Progressivo.
O destino, porém, foi cruel, com o imprevisível falecimento de Pedrinho Batera…
Nova dissolução ocorreu e desta vez parecia ser definitiva…

Por volta de 2004, surgiu no mercado fonográfico “alternativo”, um CD “Bootleg” contendo a gravação de um show realizado em setembro de 1976. O sucesso foi total, tanto entre os antigos fãs quanto entre os da nova geração, que se surpreenderam com a excepcional qualidade técnica que a banda mostrava ao vivo.
Decide-se que é chegada a hora de editar um disco ao vivo oficial: o resultado é o fantástico “A Procura da Essência – (Ao Vivo 1975-1976)”, lançado pela gravadora carioca Editio Princeps.
Este CD duplo traz, pela primeira vez, gravações ao vivo do Som Nosso de Cada Dia em seu período mais progressivo, durante os anos 70, cuidadosamente selecionadas pelos próprios músicos dentre as fitas de melhor qualidade sonora remanescentes. Além de diversas improvisações e versões estendidas de antigos clássicos, estes registros incluem versões inéditas de faixas da lendária suíte “Amazônia”, gravada pela banda em 1975 e nunca lançada integralmente.

Aproveitando as três décadas de lançamento do “Snegs” e o CD duplo ao vivo, Pedro Baldanza montou uma banda-tributo para gravar um CD chamado “O Som Nosso de Cada Dia a Dia”, mas, apesar de várias músicas terem sido gravadas, o projeto foi arquivado e não há previsão de seu lançamento.

No entanto, o conjunto dos fatores acima proporcionou uma reaproximação com Manito e em 24/04/2008 aconteceu o que a muitos parecia que jamais ocorreria novamente…

Dentro da extensa programação do extraordinário evento paulistano “Virada Cultural”, estava agendada a apresentação do SOM NOSSO DE CADA DIA para tocar o “Snegs” na íntegra!!
Dessa forma, mesmo estando programado para o lamentável horário das 3 da madrugada, da concorrência dos MUTANTES estarem se apresentando ao ar livre no mesmo horário e das pessoas terem de permanecer horas na fila (seria no Teatro Municipal, onde havia uma limitação de lugares em torno de 1.500 pessoas), a lotação foi TOTAL.

A formação dos músicos incluiu Manito (teclados, sax, flauta) e Pedro Baldanza (baixo e vocais), brilhantemente auxiliados por Marcelo Schevano (guitarra e flauta), Edson Guilardi (o mesmo baterista que tocou com o Terreno Baldio) e Fernando Cardoso (atual tecladista do Violeta de Outono, toca também na bandas Homem com Asas e Compacta Triô). Complementaram a seleção, os excelentes vocalistas Thiago Furlan e Jorge Canti.

Então, com todos os fatores acima e aliado ao fato de estar sendo no belíssimo espaço que é o Teatro Municipal, o show foi absolutamente emocionante e inesquecível.

A emoção da platéia foi intensa e indescritível, com a realização de um “sonho impossível”, tanto por parte da “Velha Guarda” quanto dos inúmeros jovens e apaixonados fãs. Todas as músicas foram enormemente celebradas, mas preciosidades como “Sinal da Paranóia” e “Bicho do Mato”, criaram um longo e extraordinário uníssono.

Não se fazem mais bandas como antigamente...

REFERÊNCIAS
http://musicasuigeneris.wordpress.com/
http://www.rockprogressivo.com.br/

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Pink Floyd - Box Set "Oh, by the Way"


Oh, by the Way é um box set pelo Pink Floyd lançado em 10 de Dezembro de 2007, pela EMI no Reino Unido e no dia seguinte nos Estados Unidos através da Capitol Records. O box set inclui todos os doze álbuns de estúdio da banda, mais duas trilhas-sonoras. Em adição aos álbuns e seus extras, o box vem com poster especial por Storm Thorgerson, com 40 imagens da banda. O título é uma referência a um trecho da canção Have a Cigar: "Oh by the way,wich one's Pink?". A capa do box mostra a foto de um quarto com vários objetos espalhados, com fotos dos membros principais (Roger Waters,Nick Mason, David Gilmour e Richard Wright). Um homem no meio da capa é geralmente considerado ser o original frontman e fundador da banda, Syd Barrett.


Os 14 álbuns são:

The Piper At The Gates of Dawn
- A Saucer Full of Secrets
- More
- Ummagumma (2CD - Gatefold)
- Atom Heart Mother (Gatefold)
- Meddle (Gatefold)
- Obscured By Clouds
- The Dark Side of The Moon (Gatefold)
- Wish You Were Here
- Animals (Gatefold)
- The Wall (2CD - Gatefold)
- The Final Cut (Gatefold)
- A Momentary Lapse of Reason
- The Division Bell

Onde comprar o Box: http://luisxv.mercadoshops.com.br/

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Festival de Woodstock


O Woodstock Music & Art Fair (conhecido informalmente como Woodstock ou Festival de Woodstock) foi um festival de música anunciado como "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música", realizado entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969 na fazenda de 600 acres de Max Yasgur na cidade rural de Bethel, no estado de Nova York, Estados Unidos. Originalmente, o festival deveria ocorrer na pequena cidade de Woodstock, também estado de Nova Iorque, onde moravam músicos como Bob Dylan, mas a população não aceitou, o que levou o evento para a pequena Bethel, a uma hora e meia de distância.



O festival exemplificou a era hippie e a contracultura do final dos anos 1960 e começo de 70. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim de semana defronte a meio milhão de espectadores. Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário, reconhecido como um dos maiores momentos na história da música popular.

O evento foi capturado em um documentário lançado em 1970, Woodstock, além de uma trilha sonora com os melhores momentos.


História
O Festival de Woodstock surgiu dos esforços de Michael Lang, John P. Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld. Roberts e Rosenman, que entrariam com as finanças, colocaram um anúncio sob o nome de Challenge International, Ltd., no New York Times e no Wall Street Journal ("Jovens com capital ilimitado buscam oportunidades de investimento legítimas e interessantes e propostas de negócios"). Lang e Kornfeld responderam o anúncio, e os quatro reuniram-se inicialmente para discutir a criação de um estúdio de gravação em Woodstock, mas a idéia evoluiu para um festival de música e artes ao ar livre.

Mesmo considerado um investimento arriscado, o projeto foi montado tendo em vista retorno financeiro. Os ingressos passaram a ser vendidos em lojas de disco e na área metropolitana de Nova York, ou via correio através de uma caixa postal. Custavam 18 dólares (aproximadamente 75 dólares em valores atuais), ou 24 dólares se adquiridos no dia. Aproximadamente 186,000 ingressos foram vendidos antecipadamente, e os organizadores estimaram um público de aproximadamente 200,000 pessoas. Não foi isso que aconteceu, no entanto. Mais de 500,000 pessoas compareceram, derrubando cercas e tornando o festival um evento gratuito.


O primeiro dia do festival.Este influxo repentino provocou congestionamentos imensos, bloqueando a Via Expressa do Estado de Nova York e eventualmente transformando Bethel em "área de calamidade pública". As instalações do festival não foram equipadas para providenciar saneamento ou primeiros-socorros para tal multidão, e centenas de pessoas se viram tendo que lutar contra mau tempo, racionamento de comida e condições mínimas de higiene.

Embora o festival tenha sido reconhecidamente pacífico, dado o número de pessoas e as condições envolvidas, houve duas fatalidades registradas: a primeira resultado de uma provável overdose de heroína, e a outra após um atropelamento de trator. Houve também dois partos registrados (um dentro de um carro preso no congestionamento e outro em um helicóptero), e quatro abortos.


A multidão reunida.Ainda assim, em sintonia com as esperanças idealísticas dos anos 60, Woodstock satisfez a maioria das pessoas que compareceram. Mesmo contando com uma qualidade musical excepcional, o destaque do festival foi mesmo o retrato comportamental exibido pela harmonia social e a atitude de seu imenso público.

Apresentações
Trinta e duas apresentações foram realizadas ao longo dos quatro dias do evento:

Sexta-feira, 15 de agosto
Richie Havens.Richie Havens
Swami Satchidananda - deu a invocação para o festival
Sweetwater
The Incredible String Band
Bert Sommer
Tim Hardin
Ravi Shankar
Melanie
Arlo Guthrie
Joan Baez

Sábado, 16 de agosto
Quill
Keef Hartley Band
Country Joe McDonald
John Sebastian
Santana
Canned Heat
Mountain
Grateful Dead
Creedence Clearwater Revival
Janis Joplin com a The Kozmic Blues Band[8]
Sly & the Family Stone
The Who começou às 4 da manhã, dando início a um conjunto de 25 músicas Jefferson Airplane

Domingo, 17 de agosto para Segunda, 18 de agosto
The Grease Band
Joe Cocker
Country Joe and the Fish
Ten Years After
The Band
Blood, Sweat & Tears
Johnny Winter e seu irmão, Edgar Winter
Crosby, Stills, Nash & Young
Paul Butterfield Blues Band
Sha-Na-Na
Jimi Hendrix



Convites recusados
The Beatles: O site woodstockstories.com apresenta duas alternativas para a recusa dos Beatles. A primeira é que os organizadores teriam contactado John Lennon, e ele disse que a banda só tocaria se a Plastic Ono Band de Yoko Ono também pudesse se apresentar. O site afirma que a explicação mais plausível é que Lennon queria tocar, mas sua entrada nos Estados Unidos a partir do Canadá foi bloqueada pelo presidente Nixon. De qualquer modo, os Beatles estavam prestes a se separar, e inclusive não tocavam ao vivo fazia três anos, desde de agosto de 1966.
The Doors: considerado como uma alternativa, cancelou sua aparição no último momento; de acordo com o guitarrista Robbie Krieger, eles recusaram pois pensaram que aquela seria mais uma "imitação de segunda categoria do Monterey Pop Festival", mais tarde se arrependendo da decisão. Outro fator foi que o vocalista Jim Morrison estaria inseguro quanto a se apresentar fronte a grandes platéias. O baterista John Densmore no entanto compareceu ao festival, e no filme pode ser visto no palco durante a apresentação de Joe Cocker.
Led Zeppelin: também foi convidado, de acordo com seu empresário Peter Grant: "Fomos chamados pra tocar em Woodstock e a Atlantic gostou da idéia, assim como nosso promoter nos EUA, Frank Barsalana, mas eu disse não pois em Woodstock seríamos apenas mais uma banda". Ao invés disso o grupo embarcou em uma bem-sucedida turnê de verão, tocando naquele mesmo final de semana no Asbury Park Convention Hall em New Jersey.
Jethro Tull: recusou o convite, de acordo com Ian Anderson, pois seu empresário lhe disse que haveria montes de drogas, lama e hippies. Embora a banda não tenha se apresentado no festival, sua música foi tocada pelo sistema sonoro de utilidade pública. No filme, durante entrevistas com os organizadores (quando eles discutem quanto dinheiro estão perdendo com o evento), as canções "Beggar's Farm" e "Serenade to a Cuckoo", do álbum This Was, podem ser ouvidas ao fundo.
The Byrds: foram convidados, mas escolheram não participar pensando que Woodstock não teria nada de diferente dos outros festivais musicais que estavam acontecendo naquele verão. Também estavam preocupados com o cachê, de acordo com declarações do baixista John York: "Estávamos indo pra um show e Roger McGuinn chegou e disse que um cara estava organizando um festival no norte de Nova York, mas que naquele ponto já não estavam mais pagando as bandas. Ele perguntou se queríamos ir, e todos responderam, 'Não, queremos descansar'. Não fazíamos idéia de como aquilo seria. Estávamos esgotados, e também cansados daquela coisa de festivais. Então recusamos, e perdemos o melhor festival de todos".
Bob Dylan: estava negociando para tocar, mas desistiu depois que seu filho ficou doente. Ele também estava insatisfeito com o número de hippies acampando perto de sua casa, no local onde o festival ocorreria originalmente.
Joni Mitchell: estava agendada para tocar, mas cancelou pois seu empresário temia que ela perdesse uma participação no programa de TV The Dick Cavett Show.
The Moody Blues: apareceram no primeiro pôster de divulgação do evento, mas desistiram de participar após agendarem um show em Paris naquele mesmo final de semana.

Outras edições
Para comemorar os 25 anos do superevento, 250 mil pessoas se reuniram no Woodstock '94, em Saugerties, a 135 km de Nova York. Pagaram 135 dólares para ouvir 40 bandas, entre eles o Nine Inch Nails, Aerosmith, Metallica, Green Day, Red Hot Chili Peppers e músicos como Peter Gabriel, Carlos Santana e Joe Cocker.Outra edição ocorreu em 1999, destruindo a reputação do "Festival da Paz e do Amor" devido à violência e tumultos supostamente incentivados por bandas como Limp Bizkit, Insane Clown Posse e Kid Rock.

Imitações brasileiras
O Brasil também tentou emular a aura hippie. Em 1971, na cidade de Guarapari, foi realizado o "Festival de Verão de Guarapari", que, devido a falta de verbas dos organizadores foi um fracasso retumbante.

Já em janeiro de 1975, na Fazenda Santa Virgínia, em Iacanga, interior de São Paulo, aconteceu o primeiro "Festival de Águas Claras", também anunciado como o pretenso "Woodstock brasileiro".

A História do Rock Psicodélico

A música psicadélica (português europeu) ou música psicodélica (português brasileiro), se refere a um tipo de produção musical "intimista" (ou seja, conota reflexão sobre processos internalistas do comportamento), cujos temas mais centrais exploram bastante "subjetividade", "loucura", "obsessão", "imagens", "alucinações" e "melancolia". As principais características do estilo incluem músicas instrumentais muito longas e efeitos sonoros especiais (tais como vozes repentinas durante movimento de corte do ritmo da música, risos "imotivados" trazendo como referência quadros clínicos de alucinação ou desespero), muitas vezes com harmonias contrastantes e experimentais.


Nos anos 60
Nos Estados Unidos, este som era característica particular da música da costa oeste, tendo na sua vanguarda bandas como os Beach Boys, Grateful Dead, Quicksilver Messenger Service, The 13th floor elevators, The United States of America, Vanilla Fudge, Tommy James and the Shondells e Jefferson Airplane. Os Doors ajudaram a popularizar o Acid rock, um estilo parecido com o psicadélico. Também existiam bandas menos conhecidas noutras regiões, tais como os "13th Floor Elevators" e os "Bubble Puppy", assim como os Third Bardo de Nova Iorque, banda que voltou à cena esporadicamente nos anos 90. Os The Byrds também contribuíram para o movimento psicadélico com "Eight miles high" uma música com harmonias vocais ímpares e longos solos de guitarra de Roger McGuinn que diz ter sido inspirado por raga e John Coltrane. Este estilo chegou também à Soul Music, com o nome de "psychedelic soul", produzindo êxitos como, "Ball of confusion" e "Psychedelic shack" dos The Temptations e "Reflections" por The Supremes, tendo acabado por aí.

Na Inglaterra, apesar da "revolução psicodélica" ter ocorrido mais tarde, o impacto não foi menor. Músicos consagrados como Beatles, The Animals e The Who produziram um grande número de músicas psicadélicas. No caso dos Beatles, é particularmente o caso de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que incluía a faixa "Lucy in the Sky with Diamonds" que teria as iniciais "LSD", embora John Lennon, o autor sempre dissesse tratar-se de uma coincidência e que o nome da música era baseado num desenho feito pelo seu filho. Rubber Soul, Revolver, Magical Mystery Tour e Yellow Submarine foram outros álbuns da banda de Liverpool que incluíam músicas psicodélicas. Os Animals, que nesse época tinham apenas um dos integrantes originais, não tinhas mais muito sucesso, mas conseguiram emplacar hits como: Sky Pilot, Monterey e San Franciscan Nights

A música dos Beach Boys tornou-se mais psicodélica devido ao aumento do uso de drogas por parte de Brian Wilson, compositor, produtor e orquestrador do grupo. Álbuns como Pet Sounds, Smile de Wilson, nunca editado, o Smiley Smile e Wild Honey mostram essa crescente experiência. A música do Cream e do Pink Floyd é também representativa do movimento psicodélico na Inglaterra. A Joe Meek, produtor independente, é atribuída a invenção do phasing sound, notavelmente mostrado pela primeira vez no êxito da banda Status Quo intitulado "Pictures of matchstick men" mas também ouvido em "See Emily play", "The lemon pipers" e "Green tambourines" dos Pink Floyd, em "Silver machine" dos Hawkwind, "I can see for miles" e "pictures of Lily" dos Who, em "Strawberry fields forever" dos Beatles e "We love you" dos Rolling Stones, sendo este os melhores exemplos do rock psicadélico inglês.

Um bom número de bandas que foram pioneiras do rock psicodélico, abandonaram o estilo no fim da década de 60. Um ambiente político hostil e a entrega do underground às anfetaminas, à heroína e à cocaína, levaram a que a música se tornasse cada vez mais pesada. Ao mesmo tempo, Bob Dylan editava "John Wesley Harding" e The Band, "Music from the big pink", álbuns que se voltaram para as raízes, o que foi seguido por muitas bandas dos dois lados do Atlântico, tendo inclusivamente Eric Clapton citado "Music from the big pink" como sendo a primeira razão para ter abandonado os Cream.

Os músicos e bandas que continuaram com a psicodélia tornaram-se os criadores do rock progressivo nos anos 70, que mantendo o gosto pelos sons estranhos e longíssimos solos, adicionaram influências do jazz e da música clássica à nova mistura. O Yes é um exemplo dessas bandas, que se formou a partir de três grupos de rock psicodélico, os "Syn" donde saiu Chris Squire, "Tomorrow", de onde saiu Steve Howe e "Mabel Greer's Toy Shop" de onde veio Jon Anderson. O King Crimson também apresenta elementos psicodélicos, mas o Gong é o maior representante da psicodelia no rock progressivo, principalmente em seus discos iniciais - a trilogia "radio gnome invisible" é o maior exemplo

Bandas mais recentes
Os Phish, formados no início da década de 80, tocavam música psicadélica com forte influência de jazz com grande destreza técnica utilizavam melodias elaboradas e complexos arranjos rítmicos. A meio dos anos 80 os Paisley Underground fizeram um tribute ao Byrds incorporando o psicadélico em ritmos folk. Os The Bangles foram o grupo de maior sucesso a emergir deste movimento, juntamente com os Green on Red e os Dream Syndicate.

Mais recentemente o grupo Kula Shaker mesclaram música índia/indiana e britpop a influências psicadélicas no seu álbum "Peasants, Pigs and Astronauts". Banda como os Ozric Tentacles e os Gorky’s Zygotic Mynci continuam a tocar música psicadélica numa tradição que remonta aos anos 60 via Steve Hillage, Gong e seus projectos paralelos.

Bandas como os Anomie e My Bloody Valentine são exemplos da psicadelia de garagem, citando os Pink Floyd e os Hawkwind como as suas influências musicais. Algumas bandas de música electrónica ou influenciada por esta e agora chamada de "música ambiente" ou trance, seriam bandas psicadélicas entre 1966 e 1990, tais como, Aphex Twin ou Orbital. Kyuss e seus sucessores também carregaram , embora enfatizando mais as batidas eletrônicas do que o "clima do rock psicadélico em si", a bandeira do psicadélico até aos nossos dias. Os Smashing Pumpkins fundiram o rock psicadélico com o heavy metal tornando-se numa banda de sucesso the rock alternativo nos anos 90. Formando-se a partir do noise underground japonês os Acid Mother Temple misturaram a o som subtil e relaxante de Blue Cheer é psicadelismo óbvio de Grateful Dead.

Wellwater Conspiracy, banda do baterista Matt Cameron (Temple of the Dog, Soundgarden e Pearl Jam), é uma das bandas atuais que tem bastante influência do rock psicodélico, usado junto com garage rock e rock alternativo.

domingo, janeiro 30, 2011

Cerveja - A História da bebida mais consumida da Terra



Cerveja é uma bebida alcoólica carbonatada, produzida através da fermentação de materiais com amido, principalmente cereais maltados como a cevada e o trigo. Seu preparo inclui água como parte importante do processo e algumas receitas levam ainda lúpulo e fermento, além de outros temperos, como frutas, ervas e outras plantas.

A notícia mais antiga que se tem da cerveja vem de 2600 a 2350 a.C. Desta época, arqueólogos encontraram menção no Hino a Ninkasi, a deusa da cerveja, de que os sumérios já produziam a bebida. Já na Babilônia dá-se conta da existência de diferentes tipos de cerveja, originadas de diversas combinações de plantas e aromas, e o uso de diferentes quantidades de mel. O Código de Hamurabi, rei da Babilônia entre os anos de 1792 e 1750 a.C., incluía várias leis de comercialização, fabricação e consumo da cerveja, relacionando direitos e deveres dos clientes das tabernas.

Posteriormente, no antigo Egito, a cerveja, segundo o escritor grego Ateneu de Náucratis (século III d.C.), teria sido inventada para ajudar a quem não tinha como pagar o vinho. Inscrições em hieróglifos e obras artísticas testemunham sobre o gosto deste povo pelo henket ou zythum, apreciada por todas as camadas sociais. Até um dos faraós, Ramsés III (1184-1153 a.C.), passou a ser conhecido como "faraó-cervejeiro" após doar aos sacerdotes do Templo de Amon 466.308 ânforas ou aproximadamente um milhão de litros de cerveja provenientes de suas cervejeiras.
Dentro desta definição de cerveja encontram-se diversas variedades, de acordo com fatores como método de produção, ingredientes usados, cor, sabor, aroma, receita, história, origem e assim por diante.
Conheça alguns tipos:

PALE LAGERS
Lagers claras, o que você mais vê por ai. São tantos sub-tipos que fica quase impossível decorar todos, portanto listaremos os mais facilmente encontrados:
• PILSNER: a Pale Lager original, desenvolvida como receita da cerveja Pilsner Urquell. São caracterizadas por um lúpulo acentuado no aroma e sabor. Também chamadas de Pilsener e Pilsen . Podem aparecer em 2 estilos um pouco diferentes, principalmente devido à escola: Bohemian/Czech Pilsner , representada pela Pilsner Urquell e Budweiser Budvar/Czechvar, ambas Tchecas e meio difíceis de encontrar; German Pilsner , facilmente encontradas nas representantes Bitburger, Warsteiner, Konig Pilsener, Spaten Pils.
• AMERICAN LAGER: cerveja leve e refrescante, feita para matar a sede e para serem bebidas bem geladas. É o tipo das cervejas mais populares dos Estados Unidos , com exemplos como Budweiser, Coors e a australiana Foster's. A maioria das cervejas populares no Brasil, como Brahma, Skol, Kaiser e Antarctica, são American Lagers, mesmo que elas se intitulem no rótulo e descrição no verso como Pilsen, talvez até devido a convenção nacional para a classificação de cervejas.
• PREMIUM: de cervejas um pouco mais lupuladas e mais maltadas que as Standard Lagers, tem como exemplos a Stella Artois, Heineken e Miller Genuine Draft, facilmente encontradas . Aqui no Brasil, são representadas pela Cerpa, Bavaria Premium, Brahma Extra, Gold e outras variações das marcas mais conhecidas. Mas cuidado. Em alguns casos a palavra Premium vem sendo usada para diferenciar cervejas que suas cervejarias desejam promover em especial, não sendo necessariamente uma Premium de verdade. Em alguns casos, pode simplesmente significar Lagers com graduação alcoólica acima de 5%.
• LITE: variação ainda mais leve que a American Lager, oferecida muitas vezes sob o nome Light ou Lite .
• DORTMUNDER EXPORT: variação da Pilsner com menos lúpulo, mais suave, feita em Dortmund em 1873. HELLES: outra variação com menos lúpulo, mais maltada, feita em Munique. Marcas conhecidas são Löwenbräu Original, Spaten Premium Lager, Weihenstephaner Original e Hofbräu München Original DRY BEER: originária do Japão, tem a maior parte do açúcar convertido em álcool devido ao longo período de fermentação. Por isso e por seu sabor suave é chamada de seca.
• SPECIAL: um tipo mais forte e encorpado, Fica entre a Helles e a Bock em termos de sabor e força.
• RADLER: Qualquer Pale Lager misturada com uma limonada típica alemã, chamada de Zitronenlimonade. Geralmente a proporção cerveja/suco é de 50/50 ou 60/40.

DARK LAGERS
Lagers escuras também são bastante comuns. Três estilos são os mais comuns e facilmente encontrados aqui no Brasil:
• MUNCHNER DUNKEL: Dunkel significa escura em alemão, portanto as cervejas Dunkel são cervejas escuras-avermelhadas, produzidas originalmente em Munique, por isso o nome Munchner. Eram as únicas cervejas da região da Baviera, antes da chegada das tecnologias que tornaram possível a criação de cervejas claras. Possuem sabor maltado. Exemplos comuns são Warsteiner Dunkel e Hofbräu München Dunkel. DARK AMERICAN LAGER: versão americana da Dunkel alemã, menos maltada e mais suave. Uma representante fácil de achar no Brasil é a Warsteiner Dunkel.
• SCHWARZBIER: A famosa cerveja preta. Deve ser preta e não somente escura como a Dunkel. A mais antiga da qual se tem documentação é a Kostritzer, de 1534 e feita até hoje. Agora, o tipo é muito comum em todo mundo. No Brasil, pode ser encontrada como Petra Premium, Eisenbahn Dunkel e Bamberg Schwarzbier. É uma cerveja suave, com aromas que remetem ao café e ao chocolate. Também é fácil notar a presença de maltes tostados. Não é esperado que apresente qualquer sabor frutado, sendo mais seca. Também não é doce, portanto não confunda com cervejas do tipo Malzbier brasileiras.
• MALZBIER: Cerveja escura e doce, de graduação alcoólica baixa, na faixa dos 3 a 4,5%. Muito famosa no Brasil, não possui muitos correspondentes fora daqui. Na Alemanha, seu país de origem, nem é tratada mais de cerveja e sim bebida energética. Inclusive é pouco classificada em outras fontes, caindo normalmente no grupo de "outras cervejas com baixo teor alcoólico", já que a Malzbier original não chegava nem a 1% de álcool, pois quase não tem fermentação. Quase toda cervejaria brasileira tem sua versão, portanto basta procurar por Brahma Malzbier, Antarctica Malzbier, NovaSchin Malzbier e assim por diante. Trata-se de uma american pale lager na qual, após a filtração, são adicionados caramelo e xarope de açúcar, ai a coloração escura (que não vem do malte tostado) e o sabor adocicado.

VIENNA
O estilo Vienna é originário da Áustria, de cor marrom avermelhada, tem corpo médio e um sabor suave e adocicado de malte levemente queimado. Graduação acoólica entre 4,5 e 5,7%. Um exemplo é a mexicana Negra Modelo, a Dos Equis Ambar e a Samuel Adams Vienna Style Lager.

BOCK
A palavra Bock é resultado da quebra da palavra EinBeck, cidade natal deste tipo de cerveja. Em alemão também significa cabrito. Por isso algumas cervejas colocam imagens deste animal em cervejas do tipo Bock.
Por tradição são avermelhadas, mas podem ser também de cor marrom. Possuem um complexo sabor maltado devido às misturas de maltes de Viena e Munique. A graduação alcoólica é alta, indo normalmente de 6% nas Bocks Tradicionais até 10% nas Doppelbock e 14% nas Eisbock, tipos diferentes de Bock. Outra variação de Bock é a Maibock ou Helles Bock, uma bock clara, de até 7,4% de álcool.
Exemplos de Bock são a Kaiser Bock, velha conhecida dos brasileiros, e a Paulaner Salvator, uma doppelbock.

MARZEN
Produzidas na Bavaria durante o mes de março (März em alemão) especialmente para a Oktoberfest, as Märzen podem ser claras ou escuras e ficam entre 4,8 a 5,6% de álcool.
Também é chamada de Oktoberfestbier. Chamadas de "As Grandes 6", as cervejarias que produzem este tipo são: Augustinerbräu, Hacker-Pschorr, Hofbräuhaus, Löwenbräu. Paulaner e Spaten.

KELLER e ZWICKEL
A Keller e a Swickel são cervejas pouco comum, não são filtradas (portanto turvars) nem pasteurizadas (servidas na pressão e não engarrafadas), e ficam maturando de maneira exposta, sem cobertura. Pode ser bem amarga e tem álcool médio.

MALT LIQUOR
Malt Liquor é um termo surgido nos Estados Unidos para classificar as lagers fortes que têm alto teor de álcool devido à adição de açúcar, enzimas ou outro ingrediente em complemento ao malte . Geralmente são licorosas no paladar e não muito amargas, pois em muitos casos nem levam lúpulo. Não devem ser confundidas com as cervejas do tipo Barley Wine, que apesar de também fortes no álcool, alcançam tal graduação devido às técnicas europeias sem adição de açúcar ou enzimas.
Também são chamadas de Super Strenght e Super Forte. Um exemplo é a Amsterdam Maximator, com 11,6% de álcool, e a Bavaria 8.6.

ALES
O que a difere das Lager é o tipo de fermentação, que é feita em temperaturas mais altas, geralmente entre 15 e 24ºC. É um processo antigo de fabricação, o que fez com que as cervejas do tipo Ale fossem as únicas disponíveis até meados do século XIX, quando foi inventada a baixa fermentação (Lager).

Dada essa “antigüidade”, aliada principalmente à fermentação a quente, os sabores complexos, maltados e lupulados das cervejas Ale são incomparavelmente mais perceptíveis, sendo cervejas mais encorpadas e vigorosas.

Assim ao longo dos séculos, surgiram inúmeros subtipos de cervejas Ale. A seguir, falaremos um pouco sobre os subtipos que você encontrará mais freqüentemente no Ranking BREJAS de Cerveja:

PALE ALES
São as Ales claras, com graduação alcoólica até 6%. Foram criadas para competirem com as cervejas Pilsen durante a Segunda Guerra Mundial, portanto compartilham a característica de serem mais suaves. É um dos maiores grupos de cerveja e possui alguns sub-tipos ou sub-nomes:
• AMERICAN PALE ALE, como a Sierra Nevada Pale Ale, designa as americanas mais claras (10A)
• ENGLISH PALE ALE, também cahamda de ENGLISH BITTER, ou apenas BITTER, nome usado na Inglaterra por serem mais amargas que as demais cervejas, como as Porters por exemplo. Podem ser Standard Bitter, Especial Bitter ou Extra Special Bitter/ESB
• BELGIAN PALE ALE, as Ales claras belgas
• BELGIAN BLOND ALE, algumas vezes chamadas de Golden Ale também, são as Pale Ales mais douradas e um pouco mais encorpadas
• INDIA PALE ALE ou somente IPA, como a Colorado Indica, cerveja carregada em lúpulo, criada pelos ingleses para aumentar o tempo de conservação da cerveja que seria levada para as viagens pela Índia. Varia na intensidade de amargor e percentual de álcool de acordo com o sub-tipo, da menor pra maior: English IPA , American IPA e Imperial IPA
AMBER/BROWN E RED ALE
Diferenciando-se em coloração principalmente, mas também acompanhando em corpo e potência, estão algumas outras categorias de estilo:
• AMERICAN AMBER ALE, usado na França e EUA para classificar as Ales um pouco mais escuras
• AMERICAN BROWN ALE, mais excura e maltada e menos lupulada que suas "irmãs" American Pale e Ambar Ale
• ENGLISH BROWN ALE, denomina as inglesas mais escuras. Podem ser Mild , Southern ou Northern . A New Castle Brown Ale, famosa e até fácil de encontrar por aqui, é uma Northern English Brown Ale.
• RED ALE, avermelhada devido ao uso de um pouco de malte tostado. Também chamada de IRISH RED na Irlanda . Um exemplo comercial que desde 2008 pode ser encontrado no Brasil é a Kilkenny Irish Beer, da Diageo, mesma empresa que faz a Guinness.

ALTBIER
Altbier, ou simplesmente Alt, proveniente da região de Düsseldorf na Alemanha, seguem o estilo antigo de produção de Ales, antes mesmo do surgimento das Lagers. É muitas vezes considerada uma ligação enter as cervejas Ales e as Lagers, por ser feita com fermento de Ale porém fermentada em temperatura de Lagers. Podem ser Dusseldorf Altbier ou Northern German Altbier . Um exemplo desse último estilo é a holandesa Grolsch Amber Ale.

SCOTCH ALE
Ales da escola escocesa, variando, principalmente em potência, entre Light , Heavy , Export e Strong .

SAISON
Feitas em Wallonia - Bélgica, as Saison chegam a ser comparadas a vinhos tintos devido a fermentação e sabores presentes em comum.

BIÈRE DE GARDE
Cerveja de guarda feita principalmente na França, na região de Pas-De-Calais, as Bière de Garde são feitas para durarem anos, normalmente têm uma última fermentação na garrafa e muitas vezes são vendidas em garrafas com rolhas. Janlain Amber e La Choulette são bons exemplos não tão dificeis de encontrar.

STRONG ALES
Denominação genérica que inclui uma variada gama de cervejas que podem ser claras ou escuras. Possuem alto teor alcoólico, que vai de 6 e pode chegar a 12%. Podem ser saborosas e balanceadas, “inserindo” harmoniosamente o álcool no conjunto, ou podem ser simplesmente fortes e desbalanceadas, evidenciando a gradação alcoólica.
Dentro deste subtipo estão as Barley Wines - quase tão fortes quanto vinho - e também as Old Ale, como a Fuller's 1845, agora facilmente encontrada no Brasil.

BELGIAN STRONG ALES
Produzidas principalmente na Bélgica, estas possuem algumas caracerísticas diferenciadas que as fazem cair em um agrupamento diferenciado.
Os vários tipos seguem abaixo:
• DUBBEL: Cerveja do tipo Ale na qual o mestre cervejeiro adiciona o dobro da quantidade de malte do que uma cerveja “comum”. Geralmente balanceadas e de teor alcoólico mediano, possuem bom corpo e carbonatação alta.
• TRIPEL: Cerveja na qual se adiciona três vezes mais malte do que em uma cerveja “comum”. Possuem, em geral, coloração amarelo-dourado, creme denso e consistente e a gradação alcoólica girará entre 8 a 12%. Aroma e sabor são complexos, macios e com forte presença de frutas o que, às vezes, pode lhe conferir um paladar adocicado. Excelente equilíbrio entre o lúpulo e o fermento utilizado no fabrico.
• ABT/QUADRUPEL: São cervejas mais escuras e mais ricas, utilizando o quádruplo de malte do que em uma cerveja “comum”. O volume de álcool é sempre forte, muitas vezes ultrapassando os 10%.Entram aqui a famosíssima Westvleteren 12 e também a Rochefort 10 e La Trappe Quadrupel.
• GOLDEN STRONG ALE: São as loiras mais fortes e encorpadas, até 10,5% de ácool, com colaração amarelo-dourado e sabor é frutado . Entram neste grupo: Duvel e Delirium Tremens, entre outras.
• DARK STRONG ALE: São as Belgian Ales escuras, fortes e encorpadas. Com várias representantes de peso, como Chimay Bleu, Rochefort 8 e Gulden Draak, essa categoria tem cervejas que chegam a 11% de álcool.

BELGIAN SPECIALTY ALE
São as temperadas (veja mais abaixo), só que belgas. Também entram aquelas belgas que, por um motivo ou outro, não se encaixam dentro de nenhuma outra categoria das belgas, portanto caem aqui como Belgian Specialty Ale . Mesmo assim, não pense que este estilo é pouco conhecido. Aqui está a trapista Orval, odiada por muitos, amada por muitos também. Também está a La Choufe, a Unibroue Maudite e a McChouffe.

KÖLSCH
Do berço alemão de cervejas e de coloração dourada, é normalmente mais doce e com menos lúpulo que as suas irmãs. Em muitas receitas leva vários grãos, inclusive trigo. Pela regra, somente cervejas feitas em Köln (Colonia) poderiam levar o nome Kölsch , assim como ocorre com o Champagne. Entretanto, temos casos de cervejas brasileiras, como a Eisenbahn, que oferecem sua versão.

WEISSBIER (Weizenbier, Wheat Beer ou Cerveja de Trigo)
Produzida principalmente pelas grande cervejarias alemãs como HB, Paulaner, Erdinger, Franziskaner e Weihenstephan, é uma cerveja feita a base de trigo e característica do sul da Alemanha, região da Baviera. São cervejas claras e opacas, onde sobressai o trigo com o qual foram produzidas, bem como sabores frutados (banana e maça), cravo e florais. Bastante refrescantes e de graduação alcoólica moderada (entre 5 e 6%), são opacas e normalmente não filtradas. Produzem, em geral, um creme denso e persistente. Aqui no Brasil a Bohemia fabrica sua versão, chamada Bohemia Weiss.

As variedades possíveis são:
• Hefeweizen, de cor amarelada-marrom opaca, pois a levedura não é filtrada. Erdinger Hefeweizen é a mais conhecida aqui no Brasil
• Kristallweizen, de cor clara e transparente, leve na degustação. Normalmente é filtrada, não tendo adicão de levedura diretamente na garrafa. Um exemplo é a Franziskaner Weissbier Kristallklar
• Dunkelweizen ou Hefeweissbier dunkel, cerveja de trigo escrura, de gosto mais forte. A Erdinger tem sua versão, aquela com rótulo preto, chamada de Erdinger Weissbier Dunkel.
• Weizenstarckbier ou Weizenbock, cerveja tipo bock com uma graduação alcoólica entre 5% e 12%. Exemplo é a Aventinus, feita pela G. Schneider & Sohn.
• Berliner Weisse ou Berlin White (cerveja branca berlinense), de graduação alcoólica entre 2 e 4% e de cor amarelada e opaca. Por ser levemente azeda, é comum adicionarem xaropes doces de frutas.
• Witbier (Belgian White), esbranquiçadas devido às leveduras e ao trigo suspenso (daí o nome). Possui um toque cítrico de laranja, já que a casca da fruta é usada como complemento ao lúpulo. Também leva "coriander", conhecido por nós como semente de coentro. A marca mais representativa é a Hoegaarden, além da Unibroue Blanche de Chambly.
• Bière Blanche ou Blanche: apenas o nome em francês para as cervejas de trigo
• Russ, cerveja de trigo com acréscimo de suco de limão (Zitronenlimonade), assim como ocorre com a Radler

STOUT
Cervejas negras opacas, dotadas de forte sabor de chocolate, café e malte torrado, pouca carbonatação . Sua origem remonta à época em que parte da produção das cervejarias inglesas era destinada à Rússia e aos países bálticos. Para suportar a viagem, essas cervejas possuíam – assim como possuem hoje – alto teor alcoólico, variando de 8 a 12%.
Sua representante mais famosa é a Guinness.
Também apresenta diversos sub-tipos
• Dry Stout
• Sweet Stout
• Oatmeal Stout
• Foreign Extra Stout
• American Stout
• Russian Imperial Stout

PORTER
Comumente confundida com as Stouts, tem lá sua razão de ser: o nome Stout surgiu de uma diminuição do nome "Stout Porter", usado para classificar as Porters mais fortes. Portanto, a Porter é uma cerveja mais suave que sua parente Stout, normalmente com 1 a 2% a menos de álcool. Pra se ter uma idéia de como uma coisa levou à outra, a cervejaria Guinness produzia Porters até 1974.
As Porters são cervejas escuras, típicas da Inglaterra, e não tão fáceis de se encontrar aqui no Brasil. Podem ser Brown Porter ou Robust Porter .
Outra variedade, chamada Baltic Porter , tem mais álcool e, apesar de ter começado como Ales, hoje são normalmente Lagers.

LAMBICS
A maioria dos especialistas classifica as cervejas do tipo Lambic como uma terceira categoria, em separado das Lager e Ale, por causa do seu tipo de fermentação, que é espontânea.

São feitas de trigo, porém não são adicionadas leveduras no mosto, ficando a fermentação a cargo dos agentes naturais, os quais são encontrados somente numa pequena área ao redor de Bruxelas. Daí a dificuldade em encontrá-las, bem como o seu preço elevado.

Trata-se de um tipo muito peculiar de cerveja, dotada de uma gama extremamente numerosa de aromas, os quais vão do frutado (como framboesa, cereja ou banana) ao extremamente cítrico (como vinho branco ou vinagre).

É o tipo mais antigo de cerveja feito no mundo, fato que, por si só, exige que você as experimente. Seus sub-tipos são:
LAMBIC-FRUIT
No processo de fabrico, após a fermentação espontânea ter começado são adicionadas frutas inteiras, como pêssegos, framboesas e cerejas. A fermentação propriamente dita é realizada pelos microorganismos presentes dentro da fábrica. Algumas lendas dão conta que as caves onde são produzidas as Lambic jamais são limpas, a fim de manter o equilíbrio original dos bolores essenciais ao caráter da cerveja que se quer produzir. Após este processo, a cerveja permanece por cerca de três anos maturando em barris de carvalho. Trata-se de uma cerveja cujo teor alcoólico é relativamente baixo (não ultrapassa os 6%), bem como a carbonatação, o que faz com que o creme, quando há, não seja denso. As Lambic tradicionais, muito mais ácidas, levam a denominação “Oud” (velha) a fim de diferenciá-las das jovens e comerciais, mais doces e balanceadas.
No sub-tipo Lambic-Fruit estão as conhecidas Kriek (de cereja ácida) e as Framboise (de framboesa).

STRAIGHT/UNBLENDED
A Lambic pura, sem misturas de frutas, açúcares ou misturas de diferentes barris . São pouquíssimos os exemplos comerciais. Um deles é a Cantillon Grand Cru Bruoscsella.

GUEUZE
Trata-se de um “blend” de Lambics novas (1 ano) e antigas (2 a 3 anos), retiradas de vários barris diferentes no processo de fabrico, e que são engarrafadas para uma segunda fermentação.
Geralmente as Lambic - Gueuze são menos ácidas e mais balanceadas, algumas assemelhadas ao champagne. Inclusive, tradicionalmente são servidas em garrafas ao estilo champagne.
Representantes do estilo são Cantillon Gueuze, Mort Subite Gueuze e Lindemans Gueuze Cuvée René.

FARO
É a Lambic com açúcar. Mais saborosa, leve e sem a acidez característica das outras Lambics, é o tipo mais aceito pelo mercado. Por outro lado, perde em complexidade para os outros tipos de Lambics.

OUTRAS NOMENCLATURAS
TRAPISTAS
Não são consideradas propriamente um estilo único, pois algumas são Dubbel, Tripel ou Quadrupel. Todavia, dado o fato de algumas cervejas trapistas serem consideradas as melhores do mundo por inúmeros especialistas, merecem ser “separadas” das outras.
A Ordem Trapista (oficialmente, Ordem dos Cistercienses Reformados de Estrita Observância) é uma congregação religiosa católica. Seus monges seguem o princípio fundamental do ora et labora, vivendo em grande austeridade e silêncio. Fazem três votos: pobreza, castidade e obediência. Assim, as cervejas, fabricadas em pequenas quantidades no interior dos mosteiros muitas vezes são difíceis de ser encontradas no mercado, já que os monges não as comercializam com o propósito do lucro, mas apenas para manter o funcionamento da própria abadia e alguns serviços de caridade.
Atualmente, a ITA (International Trappist Association), entidade criada com o propósito de definir as regras do estilo e proteger o nome do uso abusivo por parte de outras marcas, possui como membros apenas sete abadias trapistas, seis na Bélgica (Westvleteren, Chimay, Orval, Achel, Wesmalle e Rochefort) e uma na Holanda (Koningshoeven, onde são fabricadas as cervejas La Trappe). A entidade criou, também, um selo de identificação que só pode ser utilizado em produtos trapistas autênticos.
Algumas cervejas trapistas possuem tempo de guarda de mais de 10 anos.
ABBEY (ou cervejas “de abadia”)
Também não são consideradas um estilo mas, diferentemente das trapistas, as cervejas “de abadia” não possuem origem controlada. Podem ser produzidas em grandes fábricas e comercializadas normalmente, desde que a sua receita original tenha sido originária de uma abadia, a qual pode ou não ser da ordem trapista.

RAUCHBIER
Literalmente, cerveja defumada. Pode ser de vários estilos, como Marzen e Weizen, desde que usem maltes defumados no seu preparo. Acompanham muito bem charutos e cachimbos, por motivos óbvios.

FRUIT BEER
Qualquer estilo de cerveja misturado com frutas ou suco de frutas . Não confundir com as Fruit Lambics.

TEMPERADAS - SHV
São cervejas de qualquer estilo que acabam não se enquadrando no mesmo pois são temperadas com especiarias, ervas e vegetais, alterando a fórmula e fazendo-as fugir das características padrão de cada estilo. Também chamadas de SHV do inglês Spice/Herbe/Vegetable .

CHOPE
Também chamado Chopp, vem da palavra alemã Schoppe (mais exatamente do dialeto Alsaciano), nome de uma caneca de quase meio litro. É nada mais nada menos do que uma cerveja não pasteurizada. Por esse motivo, pode ter variações assim como acontece com a própria cerveja, seguindo vários dos estilos acima citados. Por não ser pasteurizado, dura, dentro do barril, cerca de 10 dias e, após aberto, não mais que 24 horas.
Referência bibliográfica:
1. www.cervejasdomundo.com
2. www.wikipedia.com
3. www.gastronomias.com
4. www.bjcp.org
5. www.brejas.com.br

sábado, janeiro 29, 2011

Banda Casa das Máquinas



Grupo brasileiro dos anos 70 formado por alguns ex-intergrantes das bandas The Clevers e Os Incríveis (rock 'n' roll, ambas). O Casa das Máquinas lança um total de três LPs, todos pela Som Livre, sendo que apenas o segundo é progressivo (um dos melhores LPs nacionais do gênero). Os outros oscilam entre o hard ("Casa das Máquinas") e o rock 'n' roll ("Casa de Rock"). (ERP)
RPB: Existe um vinil pirata gravado em 1978 em Santos - SP.

Eu como apreciador do bom e velho Rock an Roll, fico triste ao pensar que uma banda como essa pode gravar apenas 3 LPs, imagine o que mais poderiam ter lançado...
E o pior, como podem cair no esquecimento do público nacional desse jeito, a qualidade das músicas não perdia em nada para qualquer banda internacional da época. Deve ser o mau do brasileiro de valorizar mais o que é estrangeiro...

Discografia:

Casa das Máquinas - 1974 - Som Livre
Lar de Maravilhas - 1975 - Som Livre
Casa de Rock - 1976 - Sim Livre
Ao Vivo em Santos - 1978

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Dica de Promoção - Coleção Tolkien [Hobbit + Silmarillion + Senhor dos Anéis 1, 2 e 3]

Estava eu fuçando na net quando achei essa promoção no Submarino, muito interessante...

Trata-se da Coleção Tolkien [Hobbit + Silmarillion + Senhor dos Anéis 1, 2 e 3]. São 5 livros por apenas R$ 49,90.

Vale a pena conferir...



www.submarino.com.br